quarta-feira, 4 de novembro de 2009


D.A


A noite quando a calma inunda a cidade
Me debruço nos teus labirintos
Tranqüilo, pensativo ,de mãos dadas com a solidão
Escutando os gemidos dos canos, dos estralados das arvores
Dos animais noturnos
Que como eu vagueiam
Nesta selva de pedras



Vejo como tenho saudade
De te ver saudoso
Garimpando o passado honroso
De inúmeras lições de vida
Embrenhando-se nas quimeras
Do passado
Desbravando os mistérios da vida

Lembro que ao pôr-do-sol
A agitação te assola o comportamento
Atiçando teus desejos conotativos
Nos meios aonde possivelmente
Transcendem teus raciocínios

Transfere tua agressividade
Para as batalhas dos teus sonhos
Estes tantas vezes
Destrinchados pela espada
Gélida de tua sabedoria

Que teus delírios
Sejam doces e tranqüilos
E te tragam a paz
E alegrias
De alucinados fatos não vividos

Se para observar
A dinâmica constante
Do dia a dia
E sentir o pulsar das horas
Que beba então o presente
Na taça de insônia

Não se canse de se sentir
Um homem que sabe que sabe
E como tal não altere o apetite
Por saber insaciável

Por tanto
Quando sentir-se deprimido
Saibas que teu filho
Eis pra ti como um escudo
E que naturalmente e por amor
Trocamos de papel.

Guálter Alencar

3 comentários:

Neire Costa disse...

De palavras
as vezes tristes
Retiramos muita beleza...

Porque?...

...é vida.E o bom poeta,o poeta veste a vida e a reveste em palavras simples...e recheadas de uma grande lição.

Abraços ao poeta,e afagos ao homem.

Miss Buckland disse...

Muito bom, é dificil encontrar uma pessoa com tanto talento! Adoro de verdade. Sucesso

Bruna disse...

Uau! Verdadeiramente lindo e tão quanto real!


Adorei!

beijos...