terça-feira, 22 de junho de 2010



Cálidos instantes ele abriga
Onde rorejantes de saudade varias vidas já partiram
Sempre disposto a receber quem se alucina
Em sua intimidade coletiva

É intimo e se revela
Revela-se um tanto para cada intimo
Porem quem prova do sumo da sua clausura cela
Parte sem amor e saudade como puro instinto

Uma estrofe engenhosamente metrificada
Com quatro versos levantados
Escrito pela dinâmica de cada um que se estala
Sendo um poema por todos assinado

Como um poema é mágico
Nas mãos de enamorados
Porem frio nas suas amálgamas linhas
Discreto e recalcado
Um quarto é como um poema
Uma intimidade que se revela
Um tanto para cada intimidade
Pois quem se abriga em seus versos
Ver a alma ser lida sem disparidade

O fato que todo quarto de hotel
Deveria ser um quarto-poema
Que escrevesse em nossas almas a cinzel
Que nos desvendasse cada qual seus dilemas

Deveria ter uma grande arvore rutilante
Carregada de poemas maduros
Que cada abrigado entendesse que o excitante
É ver que ali passam diversos mundos

Deveria também ter
Uma musica que não findasse
Para que cada um ser
Que por ali passasse
De tanta arte se empapuçasse

Como um poema que não se importa
Com quem chega ou estar partindo
Na frente de sua porta
Sempre terá que ter um grande bem vindo!

Guálter Alencar
imagem: Egon Schiele

3 comentários:

J.G. disse...

musica legal http://www.youtube.com/watch?v=JEocb9emp_c

J.G. disse...

mais uma http://www.youtube.com/watch?v=7ace9doAlgA&feature=related

Luah disse...

Adooooooooroo Gualter muito bom!!! :)