sábado, 19 de junho de 2010


Eu sentava a beira da vida
Observando a imensidão de desejos de sua dinâmica
Conservava meu coração tranqüilo
Lembrando-me sempre que é no abrir dos olhos
Que se mantém a mais singela felicidade
Mas no intimo de minha alma
Eu a esperava reencontrar
Como um amado brinquedo de infância, que eu só lembrava que o amava
E me colocava a observar aquela imensidão diariamente
Certo dia alguém senta ao meu lado
E com uma voz aveludada e olhos cor de cobre
Fala-me:
-O mar nuca trouxe suas vitorias,
Seus tesouros e conquistas,
Sempre foi preciso navegar nesta vida
Sempre precisou fazer a historia.
Eu tropeçava em suas palavras
Observando aquele olhar, como de desejo antigo
E numa confusão de sentidos
Exclamo e interrogo:
-Prenda de Deus!? Luz!?
Com um doce sorriso fala-me:
-Triste não é na vida perder
Mas não colocar-se a ganhar
Por isso naveguei entre fracassos e vitórias
Até te encontrar.


Guálter Alencar

Um comentário:

Lidiany disse...

"-Triste não é na vida perder
Mas não colocar-se a ganhar"
Gostei desse trecho...!!!