terça-feira, 15 de junho de 2010


Chegaste a minha vida
Vestida em um manto de saudade
Chamando-me a alma
Que se encontrava adormecida
Na fria solidão do dia-a-dia
Embora eu não a tenha recebido
Tu sentaste a beira do meu coração
Tecendo com paciência nossas lembranças
Eu tolo e cansado resolvo receber-la
Encontrando-a sorrindo
Um sorriso de afeto
Afirmando-me saber que eu encontraria o caminho
Ao me apresentar nossas lembranças
Tecidas com paciência de quem ama
Incondicionalmente
Desabrocho num choro infantil
Tomaste em suas mãos minhas falhas
Retornando-me um vasto companheirismo
Meus fracassos dissolvidos na justiça de suas doces palavras
Palavras de mãe, irmã e filha,
Palavras de companheira
Com um beijo retido
Na imensidão do passado
Arranca-me o sossego
Colorindo os átrios de minha vida
Com tuas musicas de incontáveis tons e melodias
Que trazes tuas lindas sinfonias
Arranjadas com carinho e cuidados
As tuas cores inundam meu coração de afeto
Meu pobre coração de poeta desvairado
Que em vão vive as mazelas
De quem só vive de desejos descuidados
E hoje sem nenhum receio
Abro as janelas de meus devaneios
E quem passa pode perfeitamente ver
Que existe uma linda flor em meu viver
Que de paixão me tomas por inteiro

Guálter Alencar

imagem:Kakhbad

4 comentários:

Lidiany disse...

Show!!Adorei!!
Gostei da sutileza e ao mesmo tempo objetividade com que vc usa as palavras neste poema!
Parabéns!!!
Ahhh,e onde consigo teu livro??Queria ler!!

Monna disse...

Extasiada! e sem mais palavras!
Não vejo hora de ler meu livrinho! deve tá lindo de morrer, assim como esses versos que acabei de ler. E a pintura tá delicada como sempre ;)

Bacchante disse...

Mandou bem, moço.
Esse poema me fez lembrar daquelas pessoas que chegam de mansinho e nos arrebatam.

Neuma Candido disse...

Bravo!!! Lindas poesias. Quanta sensibilidade, hein? Felizmente, existem pessoas com esse dom de externar aquilo que nós, reles mortais, sentimos. Parabéns pelo blog.Por certo, voltarei mais vezes.